Sem categoria Quase 200 crimes de abuso sexual de crianças e menores dependentes investigados nos Açores por Incentivo 21 de Novembro, 2025 publicado por Incentivo 21 de Novembro, 2025 105 visualizações 105 A Polícia Judiciária (PJ) investigou no ano passado 182 crimes sexuais nos Açores, dos quais 101 de abuso sexual de crianças e menores dependentes, revelou hoje fonte daquela força policial. [ihc-hide-content ihc_mb_type=”show” ihc_mb_who=”4,3,2,1″ ihc_mb_template=”1″ ] Os números foram apresentados pelo inspetor da Polícia Judiciária Gerson Duarte, no ‘webinar’ “Entre cliques e ameaças: crimes sexuais contra crianças”, promovido pelo Comissariado dos Açores para a Infância (CAI). O número de crimes sexuais investigados, que inclui casos com crianças e adultos, atingiu os 182 em 2024, valor semelhante ao registado em 2023 (184) e acima do verificado em 2022 (156). Os crimes em maior expressão foram os de abuso sexual de crianças (com menos de 14 anos) e menores dependentes (entre os 14 e os 18 anos), que atingiram os 101 em 2024, mais 11 do que em 2022 (90). Foi na ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, que ocorreram mais investigações desta tipologia de crimes (60), seguindo-se Terceira (20), Pico (nove) Faial (sete), Graciosa (dois), Flores (dois) e São Jorge (um). Em 2024, foram ainda investigados nos Açores 19 crimes de lenocínio e pornografia de menores e 15 de atos sexuais com adolescentes (que ocorrem entre os 14 e os 16 anos). Segundo Gerson Duarte, em 2025, já foram abertos 23 inquéritos por pornografia de menores, que muitas vezes têm origem em relatórios do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos da América. Destes 23 inquéritos, número já superior ao registado em 2023 (19) e 2024 (17), seis casos resultaram em acusações, quatro foram arquivados e 13 foram policialmente resolvidos, o que ocorre quando a investigação conclui que não estavam envolvidos menores. Já o número de inquéritos abertos por aliciamento de menores para fins sexuais é mais residual, tendo sido registados apenas três em 2023, um em 2024 e um em 2025, mas todos resultaram em acusação. No ‘webinar’, com mais de 100 inscritos, o presidente do Comissariado dos Açores para a Infância, Emanuel Areias, que assumiu funções recentemente, manifestou intenção de promover mais iniciativas deste género, salientando que uma das suas prioridades será o tema das dependências tecnológicas. Emanuel Areias alertou para a “urgência da literacia digital, da supervisão adequada e do diálogo aberto dentro das famílias e das escolas” e disse que o Comissariado dos Açores para a Infância afirma-se como um “organismo pedagógico, empenhado na missão de discutir, alertar, formar e denunciar”. “A proteção das crianças e jovens exige mais do que normativos legais, exige uma cultura coletiva de vigilância, coragem e responsabilização, exige que todos, famílias, escolas, serviços, comunidades, saibam reconhecer sinais, agir precocemente e proteger sem hesitações”, vincou. O novo presidente do comissariado anunciou ainda a intenção de criar em 2026 um “painel consultivo de crianças e jovens, que terá como principal missão envolver crianças e jovens nas discussões, decisões e políticas que lhes digam respeito”. Texto Lusa | Foto Direitos reservados [/ihc-hide-content] AçoresAbuso sexualCrimes 0 FacebookTwitterPinterestE-mail publicações anteriores Entre o Mar, a Cidade e as Pessoas próximas publicações Bombeiros dos Açores admitem avançar com greve em dezembro Leia também Antena Nove promove fórum Desporto no Faial 7 de Maio, 2026 PSD diz que pobreza diminuiu na região mas... 15 de Janeiro, 2026 Apresentação do Boletim de 2025 do Núcleo Cultural... 12 de Janeiro, 2026 Sindicato alerta para “abandono silencioso” da PSP nos... 6 de Janeiro, 2026 Governo quer ausência de dívidas ao Estado como... 22 de Dezembro, 2025 Açores registam “evidentes avanços” na execução do PRR 9 de Dezembro, 2025 Deixe um comentário Cancelar resposta Guardar o meu nome, e-mail e página Web neste navegador para a próxima vez que eu comentar. Δ