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Empresários defendem reforço de fiscalização da utilização da Marca Açores

Proteger interesses das empresas certificadas é a finalidade

por Fernando Lemos
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A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defendeu hoje o reforço dos mecanismos de fiscalização da utilização da Marca Açores, justificando a necessidade de proteger os interesses das empresas certificadas e assegurar “transparência e rigor”.

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Criada em 2015, a Marca Açores tem como missão estimular a preferência pelos produtos, serviços e estabelecimentos da região, contribuindo para a sua promoção e dinamização.

O projeto visa ainda criar condições para que “as empresas açorianas progridam na cadeia de valor”, aumentem a sua competitividade e promovam a criação de emprego e riqueza, acrescenta a página oficial da Marca Açores.

Em comunicado, a direção da CCIPD realça “a crescente relevância económica e reputacional” da Marca Açores, que torna “indispensável o reforço dos mecanismos de fiscalização associados à sua utilização”.

A associação empresarial das ilhas de São Miguel e de Santa Maria considera essencial assegurar que a marca é utilizada “em absoluto cumprimento dos requisitos estabelecidos”, garantindo que todos os operadores atuam “em condições de igualdade, transparência e rigor”.

A CCIPD considera que o reforço da fiscalização deve ser encarado como “uma medida de valorização da própria Marca Açores e de defesa dos interesses das empresas certificadas, contribuindo para preservar o prestígio e a reputação de um ativo estratégico para a economia açoriana”.

“Ao longo dos últimos anos, a Marca Açores afirmou-se como um importante instrumento de valorização da produção regional, contribuindo para a diferenciação dos produtos e serviços açorianos, para o reforço da confiança dos consumidores e para a promoção da economia regional dentro e fora dos Açores”, sublinha a associação empresarial, presidida por Gualter Couto.

Neste contexto, a CCIPD defende que devem ser reforçados “os mecanismos de controlo e auditoria, não apenas relativamente ao cumprimento dos critérios de certificação”, mas também quanto às “quantidades de produtos comercializados ao abrigo da Marca Açores”.

A associação considera fundamental assegurar uma “adequada rastreabilidade e correspondência entre a produção efetivamente certificada e os volumes colocados no mercado”.

“Importa assegurar que a utilização da marca decorre em absoluto cumprimento dos requisitos estabelecidos, garantindo que todos os operadores atuam em condições de igualdade, transparência e rigor”, vinca a CCIPD no comunicado.

A associação empresarial entende que a proteção da Marca Açores “é, acima de tudo, a proteção das empresas que diariamente investem na qualidade, na autenticidade e na valorização dos produtos e serviços” do arquipélago açoriano.

“Num momento em que se procura aumentar a notoriedade da produção regional nos mercados nacionais e internacionais, é fundamental garantir que a confiança associada à Marca Açores permanece inquestionável”, salienta.

Segundo dados recentes do Governo açoriano, o universo da Marca Açores integra atualmente 304 empresas, sendo que o setor agroalimentar mantém a liderança, com 67,22% dos produtos certificados, seguido pelos serviços (15%) e pelos estabelecimentos de restauração e bebidas (10%).

Texto: Lusa Foto: Direitos Reservados

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