PAINEL DO SUBSCRITOR
[ihc-user field="first_name"] [ihc-user field="last_name"]
© Jornal Incentivo

Câmara da Horta apela à República para alterar subsídio social de mobilidade

por Incentivo
852 visualizações

A Câmara Municipal da Horta reuniu hoje, sexta-feira, com os agentes de viagens da ilha do Faial, para analisar o impacto das novas regras nas ligações aéreas entre o continente e as ilhas, e propôs alterações ao subsídio social de mobilidade.

[ihc-hide-content ihc_mb_type=”show” ihc_mb_who=”4,3,2,1″ ihc_mb_template=”1″ ]

“Entendemos que deve ser estabelecido um preço máximo na tarifa de residente, nas rotas abrangidas pelo serviço público, e que deve também ser concretizada a possibilidade de o passageiro pagar apenas o valor de 119 euros, por uma passagem de ida e volta”, explicou Carlos Ferreira, presidente do município, em declarações aos jornalistas, nos Paços do Concelho.

O autarca social-democrata defende também que seja eliminada a plataforma digital introduzida pelo Governo da República, através da qual os passageiros residentes nos Açores têm de pedir os reembolsos do valor das passagens aéreas adquiridas nas agências de viagens ou nas companhias aéreas, de valor superior a 119 euros.

“Defendemos dois modelos: se for possível, a eliminação da plataforma que foi introduzida; não sendo possível eliminar a plataforma, entendemos que as agências de viagens devem ser chamadas e envolvidas no processo, enquanto parceiras, para garantir que o passageiro pague apenas os 119 euros máximos de tarifa”, insistiu Carlos Ferreira.

Em causa está a eliminação de um teto máximo no preço das ligações aéreas nas rotas sujeitas a obrigações de serviço público (Lisboa/Horta, Lisboa/Pico, Lisboa/Santa Maria), que são financiadas pelo Estado, que segundo os agentes de viagens, poderá provocar um aumento no preço das tarifas.

Carlos Morais, um dos agentes de viagens que esteve reunido na Câmara Municipal da Horta, entende que a eliminação desse teto máximo da tarifa de residente, pode mesmo distorcer os preços do mercado, e acabar por “penalizar” os passageiros açorianos.

“O que queremos é que haja uma pressão junto do Governo da República, e paralelamente, do Governo Regional, sobre esta situação, que é por demais penalizadora para os passageiros”, alertou o empresário, recordando que andar de avião “não é um luxo” para quem vive em ilhas, mas apenas a única forma que existe para chegar ao continente português.

Atualmente, os passageiros residentes nos Açores pagam no máximo 119 euros nas viagens para o continente, embora as tarifas aéreas sejam, muitas vezes, de valor superior, o que os obriga a pedir depois o reembolso, se o valor pago pelas passagens for superior a esses 119 euros.

No caso das ilhas do Faial, Pico e Santa Maria, sujeitas a obrigações de serviço público, existia, no entanto, um teto máximo de 268 euros (134 euros na ida, 134 euros na volta) no valor que as companhias aéreas podiam cobrar por bilhete, que com a entrada em vigor das novas OSP deixa de existir.

Texto Lusa | Foto Direitos reservados

[/ihc-hide-content]

Leia também

Deixe um comentário

×

Adblock Detectado

Ajude-nos desactivando a extensão AdBlocker do seu browser para o nosso website.