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Deputado do Chega nos Açores compara sindicatos a “cartéis criminosos”

por Incentivo
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O líder do Chega/Açores, José Pacheco, criticou hoje as centrais sindicais por estarem a deixar o país “refém” dos seus interesses, a propósito das alterações à lei laboral, e comparou os sindicatos a “cartéis criminosos”.

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“Como é que é possível termos um país refém dos sindicatos quando precisamos de fazer uma alteração à lei laboral”, questionou o também líder da bancada do Chega no parlamento dos Açores, considerando que os portugueses estão “reféns de cartéis criminosos” que pretendem “destruir” Portugal.

José Pacheco, que falava durante uma interpelação ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre emprego e qualificação, apresentada pela bancada social-democrata na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, defendeu ainda ser “preciso “acabar com o comunismo em Portugal, a começar pelos Açores”.

As declarações de José Pacheco foram contestadas pelo deputado do BE, António Lima, que considerou não ser admissível que o parlamento se refira aos sindicatos com termos insultuosos.

“Os sindicatos são constituídos por pessoas de bem e são parte integrante e indispensável do funcionamento da democracia e não é admissível que neste parlamento haja deputados que os insultem desta forma, chamando-os de organizações criminosas”, criticou.

O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, o social-democrata Luís Garcia, aproveitou a ocasião para advertir o deputado do Chega, considerando “exagerada” a linguagem utilizada por aquele partido.

“Discordar dos sindicatos ou de outras estruturas é democrático, chamar as pessoas de criminosos acho que é um exagero absoluto, que não é tolerável”, salientou.

Texto Lusa | Foto Direitos reservados

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