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Maioria das gestações com anomalias congénitas resultou em nados-vivos

por Incentivo
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A maioria das gestações com anomalias congénitas (70%), entre 2011 e 2019, resultou no nascimento de uma criança viva, mas em 27,5% dos casos a gravidez foi interrompida devido a uma malformação grave, revela um relatório do INSA.

Nos restantes casos, o desfecho foi a morte fetal (1,3%) ou o aborto espontâneo (1,1%), refere o “Registo Nacional de Anomalias Congénitas [RENAC]: Regiões 2011-2019”, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Neste período, foram notificados ao RENAC 11.931 casos de anomalias congénitas (AC), o que resulta numa prevalência de 151,6 casos por 10.000 nascimentos.

Tanto a nível nacional como nas diferentes regiões geográficas, o sexo masculino foi o mais frequente nos casos notificados.

Os dados apontam um aumento a nível nacional da percentagem de casos com anomalias congénitas detetadas na fase pré-natal, passando de 51,4% em 2011 para 62,9% em 2019.

As cardiopatias congénitas mantêm-se como o grupo de AC mais prevalente, tanto a nível nacional, como em todas as regiões NUTS II: Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.

A nível nacional, 58,6% dos casos notificados com AC foram detetados durante a gravidez, variando esta frequência entre 71,1% no Norte e 34,6% na Madeira.

O segundo grupo mais prevalente a nível nacional e nas regiões Centro, Alentejo, Algarve e Açores foram as AC do sistema musculoesquelético, enquanto nas regiões Norte, AML e Madeira foram as cromossómicas.

Com exceção da Madeira, em que a maior percentagem de nascimentos com AC foi identificada ao nascer (46,9%), tanto a nível nacional como nas restantes regiões, os nascimentos com anomalias congénitas foram identificados durante a gravidez, variando entre 41,6 % (Alentejo) e 71,1% (Norte).

O relatório realça que a distribuição da prevalência das AC por grandes grupos da CID 10 (Classificação Internacional de Doenças e causas de morte) observada a nível nacional, é semelhante à observada a nível europeu, “o que sugere que apesar da aparente subnotificação esse erro afetará sistematicamente todos os grandes grupos”.

Os dados revelam também que, tanto a nível nacional, como em todas as regiões, é nas mulheres com 40 ou mais anos que se observa a maior prevalência de nascimentos com anomalias congénitas.

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