Regional Parlamento dos Açores mantém proibição da pesca nas áreas de proteção total por Incentivo 16 de Janeiro, 2026 publicado por Incentivo 16 de Janeiro, 2026 1K visualizações 1K O parlamento dos Açores aprovou ontem uma proposta do PS que, na prática, mantém a proibição da pesca de atum nas zonas de ‘proteção total’, na rede de áreas marinhas protegidas, mas permite a atividade nas zonas de ‘proteção alta’. [ihc-hide-content ihc_mb_type=”show” ihc_mb_who=”4,3,2,1″ ihc_mb_template=”1″ ] “Esta proposta permite a atividade da pesca de salto e vara nas zonas de proteção alta, reconhecendo o seu caráter sustentável, enquanto respeita a proteção total nas áreas mais sensíveis, onde não deve existir qualquer extração”, justificou Mário Tomé, deputado socialista, durante a apresentação da proposta na Assembleia Regional, na Horta. Os socialistas, que inicialmente pretendiam que a pesca de atum, com a arte de salto e vara (cada pescador utiliza apenas uma cana com isco vivo para a captura do atum), fosse permitida na nova rede de áreas marinhas protegidas dos Açores (RAMPA), chegaram a um entendimento com o Governo Regional de coligação (PSD, CDS-PP e PPM), segundo o qual a pesca é permitida apenas nas ‘zonas de proteção alta’. A redação final da proposta do PS não agradou, no entanto, a todos os elementos da sua própria bancada, já que, Gualberto Rita, antigo presidente da Federação de Pescas dos Açores, e atual deputado socialista, votou contra a iniciativa do partido e anunciou que irá apresentar uma declaração de voto. Também Olivéria Santos, deputada do Chega criticou a solução agora encontrada, adiantando que o seu partido concordava mais com a proposta inicial do PS, por defender melhor os interesses dos pescadores: “mas o PS lá fez as suas negociações às escondidas, com o presidente do Governo Regional, e arranjaram um acordozinho”. António Lima, deputado único do Bloco de Esquerda no parlamento açoriano, contestou também o “acordo atamancado” estabelecido pelo “bloco-central”, que no seu entender não é tão favorável à classe piscatória como inicialmente se esperava. O secretário regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, explicou em plenário que o acordo agora estabelecido entre o executivo açoriano e o principal partido da oposição, “não altera em nada” os pressupostos iniciais sobre as atividades permitidas na nova rede de áreas marinhas protegidas. “Alterar a função ecológica da RAMPA, nesta altura do campeonato, seria voltar ao início, e teríamos de renegociar todo este processo”, advertiu o governante, acrescentando que a redação final da proposta aprovada no parlamento, vem ajudar a clarificar as atividades permitidas em cada área. O acordo foi elogiado também por João Bruto da Costa, líder parlamentar do PSD, que definiu o entendimento alcançado entre o Governo e o PS, com a necessidade de garantir um “compromisso” a favor das pescas, mas também da proteção futura dos recursos marinhos da região. Também Pedro Pinto, do CDS-PP e João Mendonça, do PPM (partidos que apoiam o Governo Regional liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro), manifestaram o seu apoio favorável à proposta de entendimento, considerando que garante a “preservação das áreas marinhas protegidas” e, ao mesmo tempo, “mantém o equilíbrio ecológico”. Pedro Neves, do PAN, concorda igualmente com a solução encontrada, lembrando que o facto da pesca de atum nos Açores ser considerada seletiva e amiga do ambiente, “não diminui o impacto da atividade” em zonas que se querem de proteção total, adiantando que seria uma “desresponsabilização política” permitir que a pesca fosse permitida em toda a rede de áreas protegidas. A proposta socialista acabou aprovada por larga maioria, apenas com os votos contra de António Lima, do BE, de Gualberto Rita, do PS e de Nuno Barata, da IL, que não chegou a intervir no debate. O parlamento dos Açores aprovou, em outubro de 2024, uma proposta apresentada pelo Governo Regional, que aumenta para 30% as áreas marinhas protegidas (300 quilómetros quadrados), no mar dos Açores, metade das quais em regime de “proteção total”, com o objetivo de aumentar a preservação dos recursos marinhos, reduzir as atividades extrativas e tornar mais sustentável o uso do espaço marítimo nas ilhas. Texto Lusa | Foto Direitos reservados [/ihc-hide-content] AçoresPescaProibiçãoProteção total 0 FacebookTwitterPinterestE-mail publicações anteriores Notas ao Raio X próximas publicações António José Seguro ganhou nos Açores Leia também Maioria dos resíduos urbanos nos Açores foram valorizados 17 de Julho, 2026 Mulher condenada a 21 anos de prisão por... 17 de Julho, 2026 Penas de 10 e 14 anos de prisão... 16 de Julho, 2026 Detido em Lisboa suspeito de integrar rede de... 15 de Julho, 2026 “Nenhum açoriano ou madeirense ficará sem apoio do... 15 de Julho, 2026 Mais 6.140 casos de baixas médicas nos Açores... 15 de Julho, 2026 Deixe um comentário Cancelar resposta Guardar o meu nome, e-mail e página Web neste navegador para a próxima vez que eu comentar. Δ