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Portos dos Açores não explica cancelamento da escala de navio de cruzeiro na Horta

Navio Artania não atracou ontem no Faial

por Incentivo
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O navio Artania esteve ontem de manhã ao largo do porto mas seguiu viagem sem ter realizado a escala prevista.

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De acordo com rumores que circulam nas redes sociais a ausência de um rebocador no porto da Horta foi o motivo do cancelamento.

O Incentivo procurou, junto da Portos dos Açores, obter esclarecimentos sobre o assunto mas não obteve resposta.

Entretanto o navio de cruzeiro Queen Victoria, que tinha uma escala prevista para a Praia da Vitória, também no dia de ontem, não operou naquela cidade, tendo-se dirigido para Ponta Delgada onde está hoje a fazer a escala programada.

Quanto ao Artania, que não operou no Faial, está hoje a fazer a escala programada no porto da Praia da Vitória.

De acordo com informações que o jornal conseguiu obter junto de conhecedores em matérias relacionadas com as operações no porto da Horta, o motivo do cancelamento de ontem pode estar efetivamente relacionado com a ausência do rebocador.

Dada a especificidade da operação dos navios de cruzeiro de grande dimensão, o vento é normalmente um fator decisivo. O que permite concluir que o vento que se fazia sentir ontem levou ao desfecho conhecido.

Não foi possível saber se o cancelamento da operação do Queen Victoria, ontem também, na Praia da Vitória, se deveu igualmente à ausência de rebocador.

As redes sociais agitam-se, os comentários surgem em catadupa mas, sem o esclarecimento da Portos dos Açores, não é possível ir mais longe nesta notícia.

A verdade é que, em condições de tempo semelhantes, o navio que tinha escala prevista para ontem na Praia da Vitória está hoje atracado em Ponta Delgada. E o Artania, que tinha escala prevista para hoje na Praia da Vitória, também já atracou.

Perante o sucedido, o presidente da Câmara da Horta informou, hoje de manhã, que tinha dirigido um pedido formal de esclarecimentos à administração da Portos dos Açores.

Carlos Ferreira afirma, em nota distribuída à comunicação social, que “na base desta exigência está a falta de rebocador no Porto do Horta, que tem sido utilizado noutros portos da Região, o que condiciona o adequado desenvolvimento das operações na infraestrutura portuária, e ainda ontem impossibilitou o navio Artania de atracar na ilha do Faial”.

Fazendo fé na declaração do presidente da Câmara, fica confirmado que a ausência do rebocador foi realmente a razão para o cancelamento.

Aguarda-se assim a justificação para o rebocador Ilha de São Luís estar a ser utilizado noutros portos.

Para Carlos Ferreira, “estas situações condicionam fortemente a operacionalidade do Porto, penalizam toda a economia da ilha e prejudicam seriamente a imagem do Faial, enquanto destino turístico de excelência”.

 

Texto Rui Gonçalves | Foto Rui Reis

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