Regional PPM denuncia cancelamento de voo para o Corvo por falta de bombeiros no aeródromo por Incentivo 27 de Maio, 2026 publicado por Incentivo 27 de Maio, 2026 15 visualizações 15 O PPM/Açores denunciou o cancelamento do voo de ontem, terça-feira, para a ilha do Corvo, por falta de bombeiros destacados ao serviço operacional do aeródromo, em resultado de uma alegada “falha operacional grave”, e pediu averiguações imediatas. [ihc-hide-content ihc_mb_type=”show” ihc_mb_who=”4,3,2,1″ ihc_mb_template=”1″ ] “Numa ilha ultraperiférica como o Corvo, profundamente dependente de ligações externas para a mobilidade de pessoas, acesso à saúde, abastecimento, economia e funcionamento diário da comunidade, um voo cancelado não é um mero incómodo administrativo. É uma situação com consequências humanas, sociais, financeiras, económicas e de saúde pública extremamente graves”, referiu em comunicado o deputado único do PPM açoriano, João Mendonça. O serviço operacional do aeródromo do Corvo é assegurado por um consórcio que envolve bombeiros de corporações de Madalena (Pico), Velas (São Jorge) e Santa Cruz da Graciosa e é presidido pela Associação Humanitária dos Bombeiros da Madalena. Contactado pela agência Lusa, o presidente do consórcio, José António Amaral, esclareceu que a situação ficou a dever-se ao atraso no regresso de um operacional ao Corvo. “O que aconteceu foi que existia um bombeiro que tinha ido para o continente para umas consultas [médicas]. Estava previsto chegar ontem [segunda-feira] ao Corvo e ontem tinha de sair mesmo um outro elemento do Corvo para o Pico. Aconteceu que esse bombeiro que vinha do continente, [porque] o avião atrasou, não apanhou o avião que foi para o Corvo ontem e o bombeiro que estava lá saiu”, relatou. Assim, hoje, no Corvo, encontravam-se apenas quatro dos cinco elementos da equipa operacional. A companhia aérea SATA “ainda tentou” junto da ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil que o voo fosse autorizado, mas “não conseguiu obter resposta”, daí que o voo tenha sido cancelado, indicou. Segundo a nota do PPM, os corvinos “já vivem sujeitos às limitações impostas pela ultraperiferia, pela dependência logística externa e pelas condições climatéricas adversas, fatores inevitáveis e impossíveis de controlar”, mas aquilo que aconteceu hoje “não foi inevitável”. O PPM salientou que o sucedido não resulta do estado do tempo, nem de qualquer fenómeno natural imprevisível, mas, alegadamente, de “uma falha operacional grave, evitável e humana, associada à coordenação e gestão do serviço aeroportuário”. Com a situação “ficaram prejudicadas deslocações hospitalares, consultas médicas, tratamentos e exames”, “ficaram comprometidos compromissos profissionais e pessoais inadiáveis” e passageiros perderam ligações nacionais e internacionais. Ainda de acordo com o partido, “ficou igualmente prejudicado o normal abastecimento da própria ilha, comprometendo a chegada de mercadorias, encomendas, bens essenciais e correspondência, afetando diretamente comerciantes, serviços, empresas e a população em geral”. Num território já “profundamente condicionado pelas dificuldades de transporte e pela dependência logística externa”, situações desta natureza, “agravam ainda mais a fragilidade do quotidiano dos corvinos”. Assim, o PPM exigiu a “abertura imediata de averiguações” e o “apuramento integral das responsabilidades operacionais e hierárquicas”. O partido defendeu ainda que devem existir “consequências imediatas para os responsáveis”, “medidas corretivas urgentes e permanentes”, a “avaliação integral dos prejuízos causados” e “garantias públicas de que uma situação desta natureza nunca mais se repetirá”. O presidente do consórcio que assegura o serviço operacional do aeródromo do Corvo adiantou ainda à Lusa que o elemento em falta, que esteve na origem da situação, já foi num voo para a ilha das Flores e será transportado ainda hoje num semirrígido para o Corvo, estando “já está operacional” na quarta-feira. Para que a situação “invulgar” não se repita, José António Amaral, preconizou que quando forem formados novos elementos dos bombeiros, “alguém [da corporação] do Corvo frequentasse essa formação”, pois assim já “não havia necessidade de deslocações”. Texto Lusa | Foto PPM [/ihc-hide-content] AeródromoBombeirosCorvoPPM 0 FacebookTwitterPinterestE-mail publicações anteriores Agência de notação financeira DBRS altera ‘rating’ dos Açores de estável para positivo próximas publicações Bairrismos arquipelágicos Leia também Maioria dos resíduos urbanos nos Açores foram valorizados 17 de Julho, 2026 Mulher condenada a 21 anos de prisão por... 17 de Julho, 2026 Penas de 10 e 14 anos de prisão... 16 de Julho, 2026 Detido em Lisboa suspeito de integrar rede de... 15 de Julho, 2026 “Nenhum açoriano ou madeirense ficará sem apoio do... 15 de Julho, 2026 Mais 6.140 casos de baixas médicas nos Açores... 15 de Julho, 2026 Deixe um comentário Cancelar resposta Guardar o meu nome, e-mail e página Web neste navegador para a próxima vez que eu comentar. Δ