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Substância corrosiva lançada no lixo deixa ferido funcionário da Câmara da Horta

por Incentivo
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Um funcionário da recolha de resíduos da Câmara Municipal da Horta ficou ferido ontem, segunda-feira, após ser atingido por uma “substância altamente corrosiva” que se encontrava depositada num contentor do lixo.

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O município da Horta adiantou, em comunicado, que “ocorreu uma situação grave resultante da deposição ilegal de resíduos perigosos num contentor de resíduos indiferenciados”.

Segundo a autarquia, entre os materiais depositados “encontrava‑se uma substância altamente corrosiva, cuja manipulação só deve ser efetuada por operadores certificados e através dos circuitos específicos de recolha” e, durante a operação de recolha de resíduos, “um funcionário municipal sofreu queimaduras graves ao entrar em contacto com esse material indevidamente colocado no contentor”.

O vereador da Câmara Municipal da Horta responsável pela área do ambiente, Eduardo Pereira, disse hoje à agência Lusa que o incidente ocorreu antes das 10h00 de segunda-feira, durante a ação de recolha de lixo numa das freguesias do concelho da Horta.

Segundo o autarca, no momento da recolha dos resíduos que estavam depositados num contentor do lixo, o funcionário foi atingido no rosto, no braço direito e nas pernas por um produto “à base de ácido sulfúrico” que foi ali depositado de forma incorreta.

O trabalhador “sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus” e recebeu assistência médica no hospital da Horta, após o que teve alta e está a recuperar em casa, adiantou.

Eduardo Pereira referiu que o funcionário foi atingido por um produto utilizado como “desentupidor de canos e para limpezas mais agressivas”, que “tem de ser manuseado com algum cuidado”, cuja embalagem foi recuperada pelos serviços camarários.

O município da Horta referiu no comunicado que o caso, que considera de “extrema gravidade”, evidencia “o perigo real que a deposição incorreta de resíduos representa para a segurança dos profissionais que diariamente asseguram a limpeza urbana e o bem‑estar de toda a comunidade”.

A Câmara Municipal da Horta participou o caso à Polícia de Segurança Pública (PSP) e também à Inspeção Regional do Trabalho, para que a situação “seja devidamente investigada e os responsáveis identificados”.

Fonte da PSP referiu à Lusa que foi recebida uma participação da autarquia a dar conta do sucedido e que “o processo vai seguir os trâmites legais”.

Texto Lusa | Foto Direitos reservados

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