Opinião A subserviência do Conselho de Ilha por Incentivo 20 de Abril, 2026 publicado por Incentivo 20 de Abril, 2026 86 visualizações 86 Estaria a Mesa do Conselho de Ilha mandatada pelos outros conselheiros para realizar a reunião com o Presidente do Governo? [ihc-hide-content ihc_mb_type=”show” ihc_mb_who=”4,3,2,1″ ihc_mb_template=”1″ ] A reunião que decorreu na semana passada entre o Presidente do Governo e a Mesa do Conselho de Ilha do Faial, por um lado, não teve importância nenhuma e, por outro, foi cheia de significado. Entendeu José Manuel Bolieiro reunir apenas com a Mesa e não com o pleno do Conselho de Ilha. Como explicação, ouvi na comunicação social que o mesmo tinha acontecido em São Miguel e na Terceira. Recordo que a reunião, solicitada pelo Conselho de llha, tinha como pressuposto a participação de todos os conselheiros. Se os Conselhos das ilhas citadas que, como o Faial, não recebem a visita estatutária anual do Governo, aceitaram a fórmula, isso em nada obrigaria o Conselho de Ilha do Faial a afinar pelo mesmo diapasão. Em todas as reuniões em cada ilha que recebe a visita anual do Governo, a agenda prevê um encontro do Conselho de Ilha com o Governo. Por esta razão não se compreende o motivo de seis ilhas terem direito ao que três não têm. Se o argumento for que estas reuniões a que me refiro se realizam apenas com o Presidente do Governo, então estaria na sua própria mão fazer-se acompanhar de todo o executivo regional. Não é justo quartar esse direito a três ilhas, injustiça que Vasco Cordeiro corrigiu ao promover visitas às ilhas a que não estava obrigado e reunindo todo o Governo com o Conselho de Ilha, nomeadamente do Faial. No caso concreto da semana passada não vejo o problema em José Manuel Bolieiro. Vejo-o em quem pediu a reunião e a aceitou nas condições que lhe foram impostas. No ano em que se comemora o 50º aniversário da autonomia esta não é a maneira mais excelente de valorizar um órgão consultivo que a própria autonomia criou. Não estranhei que a subserviente Teresa Ribeiro tenha aceitado. Estranhei sim que os restantes conselheiros não se tenham movimentado em contrário, exceção feita ao Partido Socialista que, em comunicado, reagiu, embora sem consequências. Trago aqui a propósito o que observei em dois casos concretos de membros do Conselho de Ilha. O primeiro foi a atitude de Luís Garcia, deputado eleito pelo Faial e membro do Conselho de Ilha. Dele, sempre muito oportuno a tomar posições sobre assuntos importantes para a nossa região, na qualidade de Presidente da Assembleia Regional, invadindo muitas vezes a zona de intervenção do Governo, nada se ouviu, naquilo que parece revelar concordância com a opção de Bolieiro e falta de solidariedade com os legítimos representantes da sua ilha. O segundo foi o Presidente da Câmara. Sempre disposto a defender o Faial, desta vez reduziu a sua intervenção apenas a uma declaração à posteriori, igual a tantas que já fez, cheia de lugares comuns, sem eficácia e exclusivamente sobre as acessibilidades aéreas. Não teve coragem de assumir uma posição sobre o que realmente estava em causa, que era a desconsideração por todos os membros do Conselho de Ilha, ao qual também pertence. Pelos vistos não se incomodou por não estar presente na reunião. Sobre o porto da Horta, ou outro qualquer tema, não disse nada. Significativa esta opção. Termino com mais uma preocupação, que transformo em pregunta: estaria a Mesa do Conselho de Ilha mandatada pelos outros conselheiros para realizar a reunião com o Presidente do Governo? [/ihc-hide-content] Conselho de IlhaFaialRui GonçalvesSubserviência 0 FacebookTwitterPinterestE-mail publicações anteriores Grupos Central e Ocidental sob aviso amarelo por vento e agitação marítima próximas publicações Mulher detida na Praia da Vitória com mais de 2,6 quilos de heroína Leia também Em memória do meu amigo Álvaro Matos, que... 16 de Julho, 2026 Capital Europeia da Cultura: Compromisso Regional 14 de Julho, 2026 Os Filhos da Reconstrução 7 de Julho, 2026 Reflexões a 4 anos da Agenda 2030: Será... 6 de Julho, 2026 Em memória do meu amigo Álvaro Matos: Quando... 2 de Julho, 2026 Horta, 193 anos de Cidade. Estados Unidos da... 30 de Junho, 2026 Deixe um comentário Cancelar resposta Guardar o meu nome, e-mail e página Web neste navegador para a próxima vez que eu comentar. Δ